February 2012
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December 2011
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October 2011
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Hiberno
Quando te atenta Busca-me mamado de ilusão Vê que estou mais não
Passava tempo eu aqui Mas até primavera era Solstício pré-verão
Quando esquentou eu fui Demais derramou Sangue de todo cristão
Para tempo eu sumi Você atentado aí Quem parou foi coração
September 2011
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July 2011
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June 2011
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Magnífica peripécia
Christina caminha lenta e sedutora entre minhas pernas com seu extremo traseiro arriba, nós dois na casa silenciosa. Minha cabeça inclinada sustentada pelo queixo e minha mão esquerda, apoiada pelo braço e cotovelo sobre a mesa, pois eu que ofereço minha atenção à distrações além da leitura, porém meus olhos ainda submersos em ondas eletromagnéticas convertidas em palavras complexas de Raymond...
March 2011
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Cangaço
Mira na vontade Descuida da tristeza Acata a boa vaidade Usa daquela destreza Por fortuito diz à tormenta Que agora quer mais não Chama manhosa vida lenta Guarda garrucha Vai embora salvo e são
February 2011
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January 2011
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Fricote
Baseia-se na minha textura manhosa, escrita, ou na rasura pelo meu ser que insiste em seriedades. Já que sou desconcerto longe, e com os dias piora, te estreito à tênue entre mim e o vento, que desfigura a viagem, aumenta o desgaste, sobrepõe uma saudade árdua na bagagem.
Está de poucos adjetivos, é mesmo. Cabeça voa, dinheiro pouco, situações ao acaso em ambas as partes, distantes. Ando...
December 2010
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Homem de verdade
Rua mesma que sobe minha arrogância enquanto sol, e só desce estrelas nos céus arredores quando é volta pra casa. Saio é dia, fugaz, e não sou, e olho pra baixo: e meus quereres, e orgulho, e ambições, e materialidades, e tudo inútil. Volto é noite, e posso até ser, sereno. Olhando pra baixo a distância entre mim e a realidade é de aproximadamente um metro e setenta centímetros. Resolvo olhar...
November 2010
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Recado da viúva
Viúva casou-se de novo, desta vez com um gênio carrancudo, sobre o qual ela dizia ter de ser muito mais homem do que os outros homens. Certa vez ao enfrentar indelicadezas e lições do novo homem, esperou que ele fosse para o trabalho e deixou-lhe uns tapas num bilhete sereno: “Casei-me com você eu era já mulher feita, de repente você me fez criança. Vou calar-me pra você, pois não quero...
October 2010
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Em ombros
Falo sobre mim e outros mundos Uso a arrogância de qualquer voz Menciono você em meus assuntos, aí desço Rejo minha fala e desabrigo a vida atroz
Minha heroína
Você não é de fibra, nem de ferro. Esvazie teu colo, afrouxe teu dorso, deite-se aqui comigo, já é tarde. Não tente salvar o mundo agora.
September 2010
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Humus
Nós somos ossos, carne, pele e forma construídos em torno das horas comerciais. Contrapostas, a carne e a psique são convencionadas ao sujeito, mortas ou vivas a partir da arquitetura das horas. Na aurora há os minutos dos precedentes que carregam cimento e blocos de barro. Às oito, nossos segundos são vítimas de uma construção incompatível com a forma. Convertidos em milésimos sutis e...
August 2010
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Palavra
Eu posso falar sobre o que faz sentido, eu posso respirar e planejar a minha vida lá fora, minha casa e meu coração, mas tudo isso irá pro lixo quando eu disser “amor”.
Doura
De tanto me abster de minhas imaginações em que eu fugia enlouquecido roubando o ouro, eu tentei pensar em teu ser enquanto carne, eu pensei em sua morte. Eu fui explorando as matas de seu percurso, sua vida, e percebi que além de sua monotonia bonita que torce o olhar mas todos perdoam, por incrível e realmente, sua carne desaparecerá. Conserva-te, conserva-te, mas claro, não há nem ferrugem...
July 2010
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Ele não vai entender
Era um corrimão que dava no estacionamento, sentamos, e enquanto esperavamos pelos rapazes com as compras eu tentei escutar a indignação daquela pessoa em berços sentimentais, quando me percebi longe e perdido em suas palavras. -Eu não irei entender o porquê de as pessoas que queremos por perto serem as mesmas a irem embora. Eu não irei entender o porquê de ser tão bonito o amanhecer, mas...
Unicidade
A dita razão no pensamento sobre igualdade por semelhança, também a que dá o zodíaco, não passa de fantasia, porque há o engano, a incompatibilidade, e no absoluto a singularidade de teu e meu ser. É generalizar que todos somos um do outro diferentes, ainda que a preguiça e a burrice, tais presentes em todos nós, eis as capitãs da mortandade que é o geral.
Depois de tudo
-Você ainda foi falar com ela depois de tudo?
-Sim, mas eu só disse três palavrinhas e fui embora.
-Ah bom! E o que você disse?
-Eu te amo.
Pela manhã
Acordei-me antes dela. Sentei-me ao lado da cama para assisti-la despertar e levantar com aquela sombra ao lado, que não era dela, mas imitava todos os seus gestos: a mesma, a mesma agonia de todos os dias. Me deu um desgosto.
O embaraço dos lábios
O peso dos lábios é demais pra mim, é pior que ferir-me os ombros para carregar o mundo inteiro, toda a criação sobre meu ser bobo que não compreende um beijo. O amor, mesmo em ângulo abrangente, exige um trajeto de observações, admiração e conhecimento antes de um beijo na testa. Ah, o amor exige cuidado. O que acontece lá fora distorce meu raciocínio. Entendem o amor num olhar até...
Quando eu morrer farei sentido
Torcemos para morrermos, nem que seja por um dia, para que nossos poemas, ritmos e vidas façam sentido para os outros.
June 2010
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May 2010
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Mudo
Não é tempo de contar com palavras, é tempo de notar o silêncio indiferente da minha paixão e a inquietude dos meus gestos.
Primor
Eu te amo, e não há pesares. Eis a nossa vida que, sim, nela há dores, e eu te amo, pois nos aliviamos dos desconcertos inevitáveis com ditos amores. E isso quando, por amar exatamente o que somos, eu dizer que te amo.
April 2010
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Mundo de suas vestes
Outro dia vi seus submundos íntimos, e nem por isso identifiquei seus inflexíveis motivos. Mantive-me emudecido e resguardei sua moral. Claro, minha soberba a altura de sua posição inevitável. Fiquei de olhos curtidos molhados ao desdém, logo após me puxar do meu instinto caçador.
Você, criança muda, que mata e desnuda, e assim desde sempre, mesmo quando tinha folhas até nas axilas, nos...
Desarmonia
Quando a alma decide tombar, não há guindaste que se meta, não há conclusão à vista, não há palavras.
Apresentação
Sou para que em sua vida não haja o real prazer, e assim não mais consiga ser feliz, do meu complexo que te cansa, te faz desistir, por isso me é fundamental. Sou para que acoberte os erros dos egos mais infantis, te construa destinos errados com divagações tão sutis, e te jogue e te afogue no intermédio de tédio, que é medíocre, da correnteza jovial. E ainda prevejo e desejo: você vai...
Ardência
Quero, quando o sol me acordar Pedindo-me para dormir Brilhando sono à flor da vontade De outra vez me iludir Me pondo exposto ao risco De outra dor sentir Tão clichê que até me dá vontade De só me divertir Mas eu quero me encontrar Eu quero é me encontrar
Nuncamei
Meu bem, eu nunca deixei de amar ninguém, eu só nunca amei, nunca amei. Nem a você, nem a ninguém. O amor é nada até que eu o conheça. Eu não amei, eu nunca amei.
February 2010
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