Rua mesma que sobe minha arrogância enquanto sol, e só desce estrelas nos céus arredores quando é volta pra casa. Saio é dia, fugaz, e não sou, e olho pra baixo: e meus quereres, e orgulho, e ambições, e materialidades, e tudo inútil. Volto é noite, e posso até ser, sereno. Olhando pra baixo a distância entre mim e a realidade é de aproximadamente um metro e setenta centímetros. Resolvo olhar para cima… O cachorro longe late, faço barulho com o portão. Cubro o céu com minhas estrelas de cimento.